sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

O paradoxo dos gêmeos religiosos

A ideia deste artigo eu já tinha faz tempo, mas um fato corroborou para que eu o escrevesse: pessoas com nível superior, mesmo possuindo o hábito da leitura, cultas, podem se enganarem a respeito de como os dogmas ou os ensinamentos das religiões, elas próprias, se processam em suas mentes. O fato fora a frase "é genético", como se você, por ter sido filho de pais católicos, por exemplo, nascera católico, mesmo tendo que aprender muitos detalhes dessa religião.

Este assunto surgiu entre amigos onde a maioria das pessoas, estávamos em oito, não sabia de onde vieram suas crenças, suas verdades religiosas, seus valores religiosos e aqueles secundários, terciários, ou mais, oriundos dos primeiros. "Foi genético". Sim, "não roubarás" está nos Dez Mandamentos da nossa Bíblia e temos este valor como um dos principais em nosso meio. A partir daí procuramos cultivar valores como o hábito de passar às crianças, mesmo não tendo relações de parentesco com elas, quando as vimos brincando com algum objeto que, pela inocência delas, são capazes de levar o objeto porque ainda não possuem juízos de valores.

Mas, será que nascemos já com a religião dos nossos pais, do nosso meio social que é o nosso meio ambiente, de amigos e pessoas desconhecidas que às vezes nos falaram sobre assuntos pertinentes a ela? A resposta é: claro que não!

Uma criança indiana de seis anos de idade aprende que o nome dos três deuses criadores e destruidores do universo são Brahma, Vishnu e Shiva. Ela não registrará esta informação em seus genes e sim na memória. Não irá passar para seus descendentes essa informação a menos que... Ensine a eles! E aqui está o ponto de máxima deste artigo: a educação e a formação baseadas em condições culturais é que levam às pessoas a formarem suas ideias, valores, verdades, dúvidas, crenças etc., a respeito de suas religiões.

Uma criança católica que aprende aos sete anos o valor de sua presença em uma missa, da igreja de seu bairro, transmitirá essa informação com seus sentimentos aos filhos de maneira genética? Não! Terá que ensinar-lhes!

Podemos pensar em uma experiência sem que, por mais curiosos, não a colocaríamos em prática devido às questões humanas e éticas, morais e legais nela implicada: dois gêmeos são separados ao nascerem. Um é levado a um país muçulmano e outro ficaria no Brasil. Seriam criados por famílias diferentes, em contextos sociais diferentes. Após uns trinta anos se encontrariam.

Sem realizar essa experiência, sabemos que um estranhará a religião do outro. O brasileiro dirá que Deus é pai de Cristo e que este veio ao mundo para nos salvar. A Bíblia é o seu livro sagrado onde existem ensinamentos dos Dois. O muçulmano dirá que acredita em Cristo, mas que ele fora apenas - e aqui já começa a briga - um profeta em nível terreno e humano.
Maomé é o profeta, o messias, que escreveu um livro sobre tudo o que o deus Alá queria para o povo na Terra. O livro é o Corão e nem queira dizer a eles que o que está escrito lá não tem nada a ver com a nossa realidade neste mundo!

Quem está certo? Cada um dirá que está certo. E quem muda este estado de coisas? Ninguém... Os gêmeos não se entenderiam, poderiam se respeitar já que são irmãos etc. Muitas são as situações possíveis decorrentes de uma situação desta. Mas um fato é certo: abalar as crenças tanto de um como as do outro seria quase impossível. Digo quase porque um cristão pode se converter em muçulmano e vice-versa, mas o que vemos por aí é uma indiferença quase que total de pessoas religiosas quanto às crenças de outra religião.

Vejamos um fato: lembrando a minha infância, logo quando comecei a tomar consciência do mundo, depois dos quatro anos, vejo em memória eu e meus pais entrando na principal igreja católica da cidade. Eu admirava aqueles santos nas paredes e minha mãe dizia algo sobre a história deles, simplificadamente claro, pois eu era criança. Aquele lugar fora o ambiente mais bonito que eu já havia conhecido. E aprendi que aquele tipo de local era de adoração e respeito a tudo relacionado a ele.

Lembro as festas natalinas. Qual criança não gosta de presentes? Qual criança não gosta das comidas típicas dessas datas? Mas aprendia sobre o dia vinte e cinco de dezembro como o dia em que Cristo viera ao mundo. O mesmo Cristo com seus pais em forma escultural na igreja, com outros santos em histórias relacionadas a ele, etc.

Mas a minha vida naquela época, como a vida de todos os meus amigos não era só de Natal e igreja. Pais de amigos contando sobre a criação divina, amigos mais velhos dizendo de particularidades da Bíblia, mesmo que incompletas ou um pouco distorcidas, pois eram crianças também, sujeitas a erros... Professores, os amigos da escola, as pessoas nas ruas, todos se referindo a um contexto complexo e "absoluto" a me informar, educar, ensinar e a respeitar os fatos do cristianismo.

Meu cérebro, como o de todas as crianças, estavam em desenvolvimento. Isto quer dizer que, de uma massa bruta, não lapidada, o nosso meio ambiente influía decisivamente na formação do nosso caráter, da nossa personalidade, ambos influenciados pelo cristianismo de forma direta e absolutamente inquestionável.

Não eram somente as histórias, ensinamentos e fatos das vidas daquelas pessoas maravilhosas ilustradas em revistas, livros, na igreja ou em conversas das pessoas sobre a nossa religião que estavam em jogo. Nossos valores, nossas concepções de como é este mundo, o certo e o errado provenientes das interpretações do nosso Livro Sagrado, a Bíblia, eram influências a moldarem nossas cabeças. "Não roubarás, Não matarás...". Não serão todas essas influências uma forte carga emocional para nós, desde as primeiras idades, a marcarem nossas vidas e condutas perante às pessoas e a nossa sociedade? Claro que sim! Não há dúvidas sobre isto.

Tenho conversado com muitas pessoas religiosas sobre este tema. Digo "religiosas" e o leitor já deve ter percebido que estarei mencionando pessoas praticando suas religiões. O católico frequentando suas missas, rezando, orando, tendo um ou várias entidades - "santos" - especiais etc. O evangélico também sempre presente em cultos, contribuindo com o dízimo para com a sua igreja, lendo e / ou estudando o Novo Testamento, etc.

Posso dizer algo importante e surpreendente sobre essas conversas: todos sem exceção admitem as "verdades" de suas crenças como absolutas, suas religiões como as corretas, desprezando, ficando indiferente quando digo das "verdades" das outras. Chegam essas conversas a serem motivos de discussões acaloradas quando eu teimo em dizer da relatividade das religiões, tema este sempre abordado por mim em meus artigos em vários blogs. Digo neles que cada pessoa toma para si como absoluta a sua religião e despreza as crenças das outras. Isto mostra claramente que elas não são absolutas. Suas "verdades" são relativas, dependem de onde  cresceram, a cultura local, religião local etc. Leia o meu artigo "O Relativismo das Religiões e o que Existe por trás Disto", neste blog. O que é absoluto é a capacidade do ser humano em crer, sentir algo sobrenatural, ter fé somente em si mesmo, como é o caso dos ateus. Esta capacidade, e acredito nisto, veio da Evolução sobre os seres humanos como uma vantagem para a perpetuação da espécie no planeta como está no artigo mencionado.

Em experiências com budistas e freiras franciscanas, eles em meditação e elas rezando, dois cientistas da Universidade da Pensilvânia, EUA, o radiologista Andrew Newberg e o psiquiatra Eugene D'Aquili, perceberam uma diminuição da atividade neuronal na parte de trás dos crânios daquelas pessoas, no lobo parietal superior. É a região do cérebro onde temos o senso de orientação no espaço e no tempo e também da diferenciação entre indivíduo e os demais seres e objetos. Privados dessa atividade neuronal, os budistas e as freiras sentiram uma perda da divisão de seus seres com as coisas desse mundo, ou seja, tiveram um sentimento de unicidade com o universo. É o mesmo sentimento de iluminação religiosa, êxtase, a perda do "eu" ao se misturar com o mundo ao redor.

Veja, essa porção do cérebro funciona do jeito que funciona devido a sua estrutura determinada por genes, independente das crenças de cada um. As freiras rezavam com motivos cristãos e os budistas com o que sempre aprenderam desta religião bem diferente daquela das freiras. E ambos os grupos chegaram à mesma situação, ou estado. Os antecedentes, ou pais, das freiras e dos budistas, passaram seus genes aos filhos e foram construídas regiões cerebrais "brutas", iguais em seus cérebros, a serem lapidadas diferentemente pela educação, ensinamentos, crenças e a cultura de onde vieram. Eles nasceram com tudo o que acreditam em seus cérebros? A resposta é não! Isto poderia ser provado? Bastaria não ensina-los sobre as suas religiões... Mas quem faria isto? Ninguém... Mas podemos sim afirmar que as coisas se comportam desta maneira.

É por isto que vejo as pessoas encurraladas desde crianças nos ensinamentos religiosos de seus meios sociais. E blasfêmia fora um ótimo termo para manter todo mundo ligado a eles. Até pode ter surgido com outras finalidades, mas o termo é feio, fere as convicções de cada um, ofende, é ligado a preconceito etc. Todos possuem medo dela...

Chamei este artigo de "O paradoxo dos gêmeos religiosos" porque, para quem não consegue mudar seu referencial, se desprendendo de tudo o que fora ensinado a ela, se colocando no lugar de gente de outras religiões, não irá entender nada do que eu escrevi. Poderá achar que está diante de um paradoxo, não saberá explicar as ideias apresentadas aqui. E na realidade não existe paradoxo nenhum. Confusão nenhuma. Existem para os que acham a religião deles absoluta. E não é, o acreditar e a fé é que são. São inerentes à natureza dos homens e mulheres.

Na introdução deste meu blog, falo do sociobiólogo Edward Wilson onde ele diz que o ser humano criou mais de 60.000 seitas e religiões devido ao nosso medo da morte e o que viria após a ela. Outras razões também mexiam e mexem conosco como o fato de se querer explicar a origem de tudo, da natureza, de nós mesmos. Nós seres humanos sempre tivemos a capacidade para acreditar em algo e passamos aos nossos descendentes no planeta inteiro em diferentes épocas. Por isto a existência de tantas crenças diferentes até hoje e citei apenas poucos aspectos de três delas neste artigo para o entendimento do leitor. Nenhuma delas é absoluta. No xintoísmo, por exemplo, o mundo foi criado a partir de pingos d'água produzidos através de flechas atiradas ao mar por um casal de deuses. Esses pingos se transformaram em ilhas. Na época em que surgiu essa crença, os japoneses, seus ancestrais, não conheciam os continentes, nem sabiam que moravam em um planeta redondo repleto de outras ilhas. Eles procuraram uma explicação para o que eles viam à sua frente, ou seja, mar e algumas ilhas... Veja meu artigo "O Surgimento de uma Religião como uma Necessidade Humana".

Enfim, as religiões buscam respostas para grandes mistérios perpetuados na mente dos seres humanos, mas, esses mistérios acabam sendo explicados  nas mais diversas formas, o que não deveria, porque o conhecimento torna-se uma "torre de babel". A ciência sim busca respostas satisfatórias porque   não lida com a emoção, a fé, o acreditar, e sim com a razão. E aí busca respostas no mínimo "únicas".

Uma religião pode "explicar" o surgimento do universo da sua maneira, que é absoluta para os seus seguidores. Mas outra explica de modo diferente... Absoluta também para os seus fiéis... Qual estará correta? Digo que explicações assim não são do campo das emoções e, por isto, as ciências é que devem procura-las.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

O surgimento de uma religião como uma necessidade humana

Imagine o seguinte cenário: um grupo de homo sapiens em uma ilha. Essas pessoas podem ser em número de centenas ou mesmo milhares. Eles apenas enxergam poucas ilhas distantes, não sabem o que é um continente  porque nunca estiveram lá, não possuem tecnologia a fabricar barcos e explorarem o oceano a sua volta. Possuem alguns artefatos feitos de barro representando homens, mulheres e animais, vasos de cerâmica, utensílios de bronze mostrando que já dominam o fogo.

Como foram parar lá? Maremotos isolando sua ilha, ou seus antepassados vindos por barco, mas sem deixar registros de como fabricá-los, etc.

O universo para eles é o céu a terra e o mar. Os elementos as plantas, aves e animais. Possuem dificuldades com o meio ambiente: tempestades, escassez de alimentos e água potável, hostilidade de feras, inimigos dentro da própria comunidade etc.

Lutam por sobrevivência, anseiam por épocas melhores, não entendem sobre doenças, talvez algumas plantas aqui e ali para amenizar algum problema de alguém. Inventam palavras para exprimirem o que sentem, o que veem e o que descobrem.

Possuem alguns entretenimentos. Divertem em rios e cachoeiras. À noite se reúnem em volta de fogueiras, talvez já exista alguma forma de música, ritualística ou não, as crianças brincam despreocupadamente, as mães acompanham os homens ou conversam entre si.

Mas todos sabem que, depois de certo período, uma luz irá brilhar, iluminando toda a ilha. Assim, suas lutas recomeçarão, tentando não se abaterem com os estímulos negativos oriundos do meio ambiente. E não só esses estímulos os perturbam. Algo vindo de dentro, devido a um questionamento possibilitado pela inteligência que possuem, os perseguem desde quando começaram a tomar consciência de si, separados do mundo além de seus corpos: de onde vieram, o que fazem lá, e, o pior, o que vem após a morte? Esta última é a mais perturbadora de todas porque mexe com algo absoluto para eles: nenhum escapa. Todo ser vivo, aquilo diferente do mundo mineral, nasce, cresce e morre. As crianças são oriundas do ventre das mulheres e um dia irão morrer como os idosos, inimigos em luta, acidentes, etc.

Alguma saída existe para este conflito emocional oriundo de dilemas existenciais? Porque, no meu modo de ver, um sistema complexo como o cérebro, consciente, teria graves problemas emocionais e não funcionaria direito. Esses nativos estariam comprometidos seriamente com suas vidas, com a perpetuação do grupo na ilha. Mas, como todos os homo sapiens, eles possuem a capacidade de acreditar em si mesmos e em algo sobrenatural. Algo que os protegem, que os motivem a enfrentarem seus obstáculos.

Afora tudo que lhes é palpável, imaginam criaturas poderosas e sentem suas existências. Começam a dar nomes a elas, falam de seus descendentes também poderosos, falam que sentiram suas presenças em situações de perigo às quais sobreviveram.

Para esse povo o cenário da criação começou com o mar, mas alguns mitos referiam-se à terra que pisavam como um fluído, onde os deuses nasciam como plantas, do chão. Várias descendências de deuses ocorreram até que dois deles, um masculino e um feminino, resolveram criar o mundo, precisamente aquelas ilhas. Com um arremesso de uma lança ao mar, houve uma solidificação dos respingos na água dando origem às mesmas.

Esse casal de deuses resolveu ir morar nas ilhas, criando rochas e montanhas, criando outros deuses menores, sendo estes responsáveis pelo aparecimento dos animais e plantas. A natureza estava formada.

O deus feminino veio a falecer ao parir o fogo. Seu esposo foi atrás dela até o país dos mortos querendo que voltasse, mas se perdeu no caminho. Por esta experiência ele se lavou e da limpeza de seu olho esquerdo nasceu a "deusa" Sol. Do outro olho nasceu a deusa Lua e do nariz o deus da tempestade.

Divindades surgiram de outras partes de seu corpo. Uma foi incumbida de governar a noite e, outras duas, o mar e o céu. O governador do mar não fora competente em sua tarefa, sendo afastado dessa tarefa. No exílio conheceu uma jovem, filha de um deus e casaram-se. Deles nasceu uma grande quantidade de divindades e um neto de uma delas foi o bisavô de um imperador, que fundou o primeiro estado... Japonês!

Sim, eu estava todo esse tempo falando simplificadamente do surgimento do xintoísmo, a religião japonesa, reconhecida como tal somente no século sexto. Houve fusão de várias ideias entre o Xintoísmo e o Budismo, influências taoístas e confucionistas, conforme o Japão foi-se desenvolvendo e seu povo entrando em contato com outras civilizações, principalmente da China.

O Xintoísmo fala de duas almas quando um ser humano nasce, uma vinda do céu e outra da Terra. Na morte cada uma delas volta de onde veio sendo que a da Terra será julgada pelo que fez em vida. Sentenciada a servir no inferno, devido às suas falhas, após o cumprimento da pena ela renasce na Terra ou se torna um demônio. Tornam-se espíritos como recompensa aqueles que fizeram o bem em suas vidas. Desses, alguns tornam guardiões de lugares específicos, outros irão guiar seus descendentes e existem aqueles enviados a servirem aos deuses das cidades. Poucos são deificados. Isto se realizarem feitos excepcionais

A religião japonesa foi considerada pelos Estados Unidos e os aliados como uma das principais fontes de inspiração nipônica militar e expansionista durante a segunda guerra mundial. Tanto é que cuidaram de neutralizá-la chegando a proibir qualquer apoio oficial de órgãos públicos a partir de 15 de dezembro de 1945. Claro que não se retira totalmente de um povo uma religião a partir de decretos e apesar de dividir espaço atualmente com o cristianismo, confucionismo, taoísmo e budismo, ela continua sendo a religião com o maior número de adeptos. Isto porque o xintoísmo é a essência do Japão, da sua cultura, como uma religião de berço, indígena, própria, nascido em suas ilhas com tradição milenar.

Daria para acreditar que eu estava falando de um fato nativo como um dos fatores da grandiosidade da cultura e sociedade japonesas, desde os primeiros parágrafos? Claro que alguma elucubração eu fiz quanto do cenário indígena e fatos possíveis acontecendo nesse tipo de sociedade. Mas os deuses existiram e omiti os nomes para não se desconfiar logo de início do que se tratava. Eu pretendi transmitir, com este pequeno texto, que a capacidade humana em crer é absoluta, existe em todos nós, mas as formas das religiões surgidas a partir dela são bem diversificadas. Fiz como exemplo o Japão, uma superpotência, onde as raízes da sua cultura e sociedade podem parecer tolas, ingênuas para muitos de nós! Daí o relativismo das religiões que cito em meu artigo “O Relativismo Religioso e o que existe por trás disto”, neste blog.

O “acreditar” e tudo derivado dele, incluindo a fé, é uma força evolutiva muito poderosa em nós humanos. Ela molda nossas sociedades e nosso modo de vermos o mundo a partir do momento que começamos a criar mitos, regras de conduta social, deuses ou deus.

Podemos ver que as religiões, nascidas dessa nossa capacidade de acreditar e sentir tem muito a ver até com a geografia do local de nascimento. No Japão existem muitos vulcões – montanhas – e os deuses masculino e feminino, respectivamente, Izanagi e Izanami, foram quem criaram as rochas e as montanhas. E também arremessaram as lanças das quais os respingos no mar fizeram surgir ilhas tão comum aos nipônicos. Afinal, o Japão é um conjunto delas.


Notas:


01 - Veja que falo da necessidade do povo nativo daquelas ilhas em compreender tudo ao seu redor, de estarem limitados por água em todos os lados, fatos que, antes do surgimento das embarcações por eles produzidas (ou não), eram realmente muito sério em suas vidas. Suas "terras" seriam inundadas? Havia outros locais mais seguros? Por que estavam fadados a viverem e morrerem somente ali? Para um povo ainda muito ignorante, estas e outras muitas questões que podemos imaginar, eram um verdadeiro pesadelo para eles. Nada como emoções e sentimentos ligados à imaginação para criarem deuses e fatos a deixarem as suas condições humanas mais confortantes...